Comentários às questões de Língua Portuguesa - TCU/2011 - Eu Vou Passar > Videoaulas para Concursos Públicos
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Olá, meus amigos!
Na estrutura acima, temos o sujeito oracional, iniciado pela conjunção integrante "que": "Que se encontre proposições de natureza geral que se mantenham firmes diante das exceções". Com isso, o verbo "ser" deve permanecer na terceira pessoa do singular: "é". Para melhor visualizar, podemos substituir a estrutura do sujeito oracional pelo pronome demonstrativo "ISSO":
5. Nota-se um decréscimo no número de mulheres que se declararam felizes quando se compara os dados colhidos em 2010 aqueles de 2005.
Gabarito: Errado.
6. A pesquisa da FIESP levantou dados estatísticos acerca dos fatores que os brasileiros julgam estar ligados à felicidade, como, por exemplo, a idade e o casamento.
Comentário: Segundo dados estatísticos da pesquisa feita pela FIESP, os fatores mais importantes para que os brasileiros se sintam felizes são: dinheiro, emprego, filhos, religião, casamento (ser casado), bens materiais, plano de saúde, curso superior e idade (ser jovem). No excerto, não há qualquer incorreção gramatical.
Gabarito: Certo.
Notem que, na reescritura acima, a locução verbal de voz passiva deve permanecer no presente do indicativo, já que a forma verbal "revela", contida no trecho original, está flexionada nesse tempo e modo: "são revelados".
Segundo a reescritura feita pelo examinador no enunciado, há outro erro: o adjunto adverbal (de tempo) "em 2010", por estar deslocado, deveria estar isolado por vírgulas.
Por estar em conformidade com os dados estatísticos da pesquisa, também seria correta a reescritura "O nível de felicidade no Brasil e os fatores a que as pessoas atribuem sua satisfação com a vida são revelados, em 2010, por uma pesquisa feita pela FIESP".
Gabarito: Errado.
Gabarito: Certo.
11. O autor constrói seu texto de forma a se aproximar do leitor, o que explica, por exemplo, o emprego da primeira pessoa do singular no segundo período e o do imperativo no quarto.
Comentário: A empregar o pronome pessoal "eu" (linha 4), o autor denota a subjetividade de sua argumentação. Por sua vez, as formas verbais "Some" e "subtraia" (linhas 6 e 7), empregadas no imperativo, são características de uma linguagem apelativa, que tem como objetivo aproximar e persuadir o leitor.
Gabarito: Certo.
12. O texto caracteriza-se como predominantemente dissertativo-argumentativo, e o autor utiliza recursos discursivos diversos para construir sua argumentação, como, por exemplo, linguagem figurada e repetições.
Comentário: Devemos analisar o enunciado do examinador por três partes, quais sejam:
1ª) o texto dissertativo-argumentativo (subjetivo) tem como finalidade o desenvolvimento de um tema, sendo composto por opiniões do autor acerca do assunto. Baseia-se em argumentos que pretendem comprovar a tese do autor. Segundo o texto de Nietzsche, a tese é o grau incontestavelmente superior da ínfima felicidade, pois esta se faz sempre presente "A mais ínfima felicidade (...) está sempre presente e nos torna felizes, sendo incomparavelmente superior à maior de todas" (linhas 1-2), em comparação à maior felicidade de todas, que tem caráter episódico, esporádico: "(...) à maior (felicidade) de todas, que só se produz de maneira episódica" ;
2ª) existem alguns procedimentos argumentativos importantes para fazer o leitor concordar com aquilo que se diz num texto. Um deles, a comparação, é empregada pelo autor, através de linguagem figurada (metafórica), conforme percebemos no trecho "(...) como uma espécie de capricho, como uma inspiração insensata, em meio a uma vida que é dor, avidez e privação". Para facilitar a visualização, podemos reescrever "a vida é como uma dor, avidez e privação." ;
3ª) o texto se constrói em torno da palavra-chave "felicidade", repetida no decorrer da superfície textual, conforme podemos perceber nos trechos:
"A mais ínfima felicidade (...)"
"Tanto na menor como na maior felicidade, porém, há sempre algo que faz que a felicidade seja uma felicidade"
"durante todo o tempo que dura a felicidade"
Os mesmos comentários encontram-se no blog PORTUGUÊS E REDAÇÃO PARA CONCURSOS.
Forte abraço!
Prof. Fabiano Sales.
fabianosales@euvoupassar.com.br
É com muita satisfação que apresento a vocês os comentários às questões de Língua Portuguesa referentes à prova do TCU, realizada no último final de semana. Acompanhem comigo!
Referência: cargo 1 (Auditor Federal de Controle Externo - Especialidade: Controle Externo. Orientação: Auditoria Governamental).
1. Preservando-se a coerência e a correção gramatical do texto, seu primeiro período poderia ser assim reescrito: É raro, na história das ideias, que se encontre proposições de natureza geral que se mantenham firmes diante de exceções.
Comentário: Inicialmente, a fim de facilitar a análise, vamos transcrever o excerto na ordem direta:
Referência: cargo 1 (Auditor Federal de Controle Externo - Especialidade: Controle Externo. Orientação: Auditoria Governamental).
1. Preservando-se a coerência e a correção gramatical do texto, seu primeiro período poderia ser assim reescrito: É raro, na história das ideias, que se encontre proposições de natureza geral que se mantenham firmes diante de exceções.
Comentário: Inicialmente, a fim de facilitar a análise, vamos transcrever o excerto na ordem direta:
"Que se encontre proposições de natureza geral que se mantenham firmes diante das exceções é raro".
Na estrutura acima, temos o sujeito oracional, iniciado pela conjunção integrante "que": "Que se encontre proposições de natureza geral que se mantenham firmes diante das exceções". Com isso, o verbo "ser" deve permanecer na terceira pessoa do singular: "é". Para melhor visualizar, podemos substituir a estrutura do sujeito oracional pelo pronome demonstrativo "ISSO":
Entretanto, no interior da estrutura que compõe o sujeito oracional, temos um erro de concordância verbal em "se encontre proposições de natureza geral". O correto seria "Que se encontrem proposições de natureza geral", já que temos uma estrutura passiva (VTD + SE), em que o verbo "encontrar" tem como sujeito a expressão "proposições de natureza geral" e, por isso, deve concordar em número e pessoa com o núcleo "proposições" para manter a correção gramatical.
Gabarito: Errado.
2. A relação entre progresso civilizatório e felicidade está associada a um momento histórico específico, o Iluminismo, embora o texto indique que a relação entre esses elementos possa ser observada em outras épocas e movimentos históricos.
Comentário: No primeiro parágrafo do texto, o autor relaciona progresso civilizatório e felicidade ao Iluminismo, conforme se confirma com o excerto "(...) A equação fundamental do Iluminismo pressupunha a existência de uma espécie de harmonia preestabelecida entre o progresso da civilização e o aumento da felicidade". Ainda em conformidade com o enunciado feito pelo examinador, o texto, no segundo parágrafo, indica a possibilidade de a relação entre progresso civilizatório e felicidade ser observada em outras épocas: "(...) então haveria pouca margem para dúvida de que o século XVIII deslocaria o ponteiro da confiança no progresso e no aumento da felicidade humana ao longo do tempo até o ponto mais extremo de que se tem notícia nos anais da história intelectual".
Gabarito: Certo.
3. O reconhecimento, pelo autor, de que seu argumento está fundamentado em base frágil, a generalização na história das ideias, e de que essa generalização é necessária funciona como forma de evitar, no nível discursivo, eventuais críticas ao seu posicionamento.
Comentário: O autor inicia o texto com a afirmação "Na história das ideias, são raras as proposições gerais que não se desfazem em exceções.", chamando a atenção do leitor para a necessidade de generalizar e comparar, conforme se percebe no trecho "É necessário, no entanto, generalizar e comparar (...)". Através do emprego da técnica dialética, o autor tem a intenção de evitar críticas ou indagações ao posicionamento apresentado no texto.
Gabarito: Certo.
4. Mais de 50% dos homens e mulheres entrevistados considera o dinheiro como uma fonte de felicidade; grande parte desse grupo é formada por homens que respondem por 64% dos indivíduos que pensam assim.
Comentário: A questão abordou o tema concordância verbal. Com a expressão "Mais de 50%", o verbo deve concordar com o numeral percentual "50%": "Mais de 50% dos homens e mulheres entrevistados consideram (...)". Em "grande parte desse grupo é formada por homens que respondem (...)", a concordância da forma verbal "é" com o núcleo "parte" está correta.
Gabarito: Errado.
Gabarito: Errado.
2. A relação entre progresso civilizatório e felicidade está associada a um momento histórico específico, o Iluminismo, embora o texto indique que a relação entre esses elementos possa ser observada em outras épocas e movimentos históricos.
Comentário: No primeiro parágrafo do texto, o autor relaciona progresso civilizatório e felicidade ao Iluminismo, conforme se confirma com o excerto "(...) A equação fundamental do Iluminismo pressupunha a existência de uma espécie de harmonia preestabelecida entre o progresso da civilização e o aumento da felicidade". Ainda em conformidade com o enunciado feito pelo examinador, o texto, no segundo parágrafo, indica a possibilidade de a relação entre progresso civilizatório e felicidade ser observada em outras épocas: "(...) então haveria pouca margem para dúvida de que o século XVIII deslocaria o ponteiro da confiança no progresso e no aumento da felicidade humana ao longo do tempo até o ponto mais extremo de que se tem notícia nos anais da história intelectual".
Gabarito: Certo.
3. O reconhecimento, pelo autor, de que seu argumento está fundamentado em base frágil, a generalização na história das ideias, e de que essa generalização é necessária funciona como forma de evitar, no nível discursivo, eventuais críticas ao seu posicionamento.
Comentário: O autor inicia o texto com a afirmação "Na história das ideias, são raras as proposições gerais que não se desfazem em exceções.", chamando a atenção do leitor para a necessidade de generalizar e comparar, conforme se percebe no trecho "É necessário, no entanto, generalizar e comparar (...)". Através do emprego da técnica dialética, o autor tem a intenção de evitar críticas ou indagações ao posicionamento apresentado no texto.
Gabarito: Certo.
4. Mais de 50% dos homens e mulheres entrevistados considera o dinheiro como uma fonte de felicidade; grande parte desse grupo é formada por homens que respondem por 64% dos indivíduos que pensam assim.
Comentário: A questão abordou o tema concordância verbal. Com a expressão "Mais de 50%", o verbo deve concordar com o numeral percentual "50%": "Mais de 50% dos homens e mulheres entrevistados consideram (...)". Em "grande parte desse grupo é formada por homens que respondem (...)", a concordância da forma verbal "é" com o núcleo "parte" está correta.
Gabarito: Errado.
5. Nota-se um decréscimo no número de mulheres que se declararam felizes quando se compara os dados colhidos em 2010 aqueles de 2005.
Comentário: Há dois erros no item acima:
1º) Em "(...) quando se compara os dados colhidos (...)", temos uma estrutura de voz passiva sintética (VTD + SE), em que a partícula apassivadora SE foi anteposta à forma verbal "compara" em virtude da conjunção subordinativa adverbial temporal "quando". Entretanto, o verbo "comparar" deve concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito em "os dados colhidos": "(...) quando se comparam os dados colhidos (...)".
2º) Em "(...) quando se compara os dados em 2010 aqueles de 2005.", faltou o emprego do acento grave indicativo de crase. No contexto, o verbo "comparar" é transitivo direto e indireto, regendo, no complemento indireto, a preposição "a". Como o termo regido é iniciado pelo pronome demonstrativo "aqueles", haverá a fusão entre a vogal inicial da forma pronominal e a preposição: "(...) quando se compara os dados em 2010 àqueles de 2005".
Assim, o enunciado estaria integralmente correto da seguinte forma: "Nota-se um decréscimo no número de mulheres que se declararam felizes quando se comparam os dados colhidos em 2010 àqueles de 2005."
1º) Em "(...) quando se compara os dados colhidos (...)", temos uma estrutura de voz passiva sintética (VTD + SE), em que a partícula apassivadora SE foi anteposta à forma verbal "compara" em virtude da conjunção subordinativa adverbial temporal "quando". Entretanto, o verbo "comparar" deve concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito em "os dados colhidos": "(...) quando se comparam os dados colhidos (...)".
2º) Em "(...) quando se compara os dados em 2010 aqueles de 2005.", faltou o emprego do acento grave indicativo de crase. No contexto, o verbo "comparar" é transitivo direto e indireto, regendo, no complemento indireto, a preposição "a". Como o termo regido é iniciado pelo pronome demonstrativo "aqueles", haverá a fusão entre a vogal inicial da forma pronominal e a preposição: "(...) quando se compara os dados em 2010 àqueles de 2005".
Assim, o enunciado estaria integralmente correto da seguinte forma: "Nota-se um decréscimo no número de mulheres que se declararam felizes quando se comparam os dados colhidos em 2010 àqueles de 2005."
Gabarito: Errado.
6. A pesquisa da FIESP levantou dados estatísticos acerca dos fatores que os brasileiros julgam estar ligados à felicidade, como, por exemplo, a idade e o casamento.
Comentário: Segundo dados estatísticos da pesquisa feita pela FIESP, os fatores mais importantes para que os brasileiros se sintam felizes são: dinheiro, emprego, filhos, religião, casamento (ser casado), bens materiais, plano de saúde, curso superior e idade (ser jovem). No excerto, não há qualquer incorreção gramatical.
Gabarito: Certo.
7. O trecho "Uma pesquisa (...) com a vida", logo abaixo do título do texto, poderia ser reescrito, mantendo-se sua correção gramatical e seu sentido original, da seguinte forma: O nível de felicidade no Brasil e os fatores a que as pessoas atribuem sua satisfação com a vida foram revelados em 2010 por uma pesquisa feita pela FIESP.
Comentário: No trecho original, temos uma estrutura de voz ativa, em que:
- o sujeito é "Uma pesquisa feita pela FIESP" -> será o agente da passiva;
- "revela" é um verbo transitivo direto -> formará a locução verbal de voz passiva;
- os objetos diretos "o nível de felicidade no país" e "o que influencia a satisfação com a vida" -> serão o sujeito da passiva.
Então, reescrevendo o trecho original na voz passiva, teremos:
Comentário: No trecho original, temos uma estrutura de voz ativa, em que:
- o sujeito é "Uma pesquisa feita pela FIESP" -> será o agente da passiva;
- "revela" é um verbo transitivo direto -> formará a locução verbal de voz passiva;
- os objetos diretos "o nível de felicidade no país" e "o que influencia a satisfação com a vida" -> serão o sujeito da passiva.
Então, reescrevendo o trecho original na voz passiva, teremos:
O nível de felicidade no país e o que influencia a satisfação com a vida são revelados, em 2010, por uma pesquisa feita pela FIESP.
Notem que, na reescritura acima, a locução verbal de voz passiva deve permanecer no presente do indicativo, já que a forma verbal "revela", contida no trecho original, está flexionada nesse tempo e modo: "são revelados".
Segundo a reescritura feita pelo examinador no enunciado, há outro erro: o adjunto adverbal (de tempo) "em 2010", por estar deslocado, deveria estar isolado por vírgulas.
Por estar em conformidade com os dados estatísticos da pesquisa, também seria correta a reescritura "O nível de felicidade no Brasil e os fatores a que as pessoas atribuem sua satisfação com a vida são revelados, em 2010, por uma pesquisa feita pela FIESP".
Gabarito: Errado.
8. Infere-se do texto que, para Bentham, os pobres têm mais direito à felicidade, devido à sua capacidade de tirar mais prazer de pequenas coisas.
Comentário: Segundo o autor do texto, Bentham argumenta que a associação entre cálculo e felicidade leva "uma nação inteira" à "maior felicidade possível". Para ratificar (e fortalecer) a argumentação, vale-se de uma comparação, com o uso da expressão "mais do que", entre um homem pobre e um homem rico, fazendo referência àquele como o que sabe tirar "mais prazer desse dinheiro". Sendo assim, é errado inferir que o pobre tem mais direito à felicidade. O texto, inclusive, sequer faz menção a qualquer "direito".
Gabarito: Errado.
Comentário: Segundo o autor do texto, Bentham argumenta que a associação entre cálculo e felicidade leva "uma nação inteira" à "maior felicidade possível". Para ratificar (e fortalecer) a argumentação, vale-se de uma comparação, com o uso da expressão "mais do que", entre um homem pobre e um homem rico, fazendo referência àquele como o que sabe tirar "mais prazer desse dinheiro". Sendo assim, é errado inferir que o pobre tem mais direito à felicidade. O texto, inclusive, sequer faz menção a qualquer "direito".
Gabarito: Errado.
9. A expressão "No entanto" (linha 4) introduz, no texto, ideia de oposição ao fato de o autor nunca ter associado cálculo à felicidade.
Comentário: Segundo o texto, o autor afirma nunca ter associado cálculo à felicidade: "Eu, por exemplo, nunca associei cálculo à felicidade". Em seguida, faz uma oposição, um contraste a essa não associação, iniciada pelo conectivo adversativo "no entanto": "No entanto, trata-se de matemática simples. Some os aspectos prazerosos de sua vida, depois subtraia os desagradáveis. O resultado é a sua felicidade total".
Comentário: Segundo o texto, o autor afirma nunca ter associado cálculo à felicidade: "Eu, por exemplo, nunca associei cálculo à felicidade". Em seguida, faz uma oposição, um contraste a essa não associação, iniciada pelo conectivo adversativo "no entanto": "No entanto, trata-se de matemática simples. Some os aspectos prazerosos de sua vida, depois subtraia os desagradáveis. O resultado é a sua felicidade total".
Gabarito: Certo.
10. No último período do texto, o trecho "que dar (...) desse dinheiro" funciona como objeto que complementa o sentido de "ponderou", forma verbal da oração cujo sujeito é Bentham.
Comentário: A banca examinadora apontou o gabarito como CERTO, porém há possibilidade de recurso. Farei um tópico à parte, com as devidas fundamentações.
Comentário: A banca examinadora apontou o gabarito como CERTO, porém há possibilidade de recurso. Farei um tópico à parte, com as devidas fundamentações.
11. O autor constrói seu texto de forma a se aproximar do leitor, o que explica, por exemplo, o emprego da primeira pessoa do singular no segundo período e o do imperativo no quarto.
Comentário: A empregar o pronome pessoal "eu" (linha 4), o autor denota a subjetividade de sua argumentação. Por sua vez, as formas verbais "Some" e "subtraia" (linhas 6 e 7), empregadas no imperativo, são características de uma linguagem apelativa, que tem como objetivo aproximar e persuadir o leitor.
Gabarito: Certo.
12. O texto caracteriza-se como predominantemente dissertativo-argumentativo, e o autor utiliza recursos discursivos diversos para construir sua argumentação, como, por exemplo, linguagem figurada e repetições.
Comentário: Devemos analisar o enunciado do examinador por três partes, quais sejam:
1ª) o texto dissertativo-argumentativo (subjetivo) tem como finalidade o desenvolvimento de um tema, sendo composto por opiniões do autor acerca do assunto. Baseia-se em argumentos que pretendem comprovar a tese do autor. Segundo o texto de Nietzsche, a tese é o grau incontestavelmente superior da ínfima felicidade, pois esta se faz sempre presente "A mais ínfima felicidade (...) está sempre presente e nos torna felizes, sendo incomparavelmente superior à maior de todas" (linhas 1-2), em comparação à maior felicidade de todas, que tem caráter episódico, esporádico: "(...) à maior (felicidade) de todas, que só se produz de maneira episódica" ;
2ª) existem alguns procedimentos argumentativos importantes para fazer o leitor concordar com aquilo que se diz num texto. Um deles, a comparação, é empregada pelo autor, através de linguagem figurada (metafórica), conforme percebemos no trecho "(...) como uma espécie de capricho, como uma inspiração insensata, em meio a uma vida que é dor, avidez e privação". Para facilitar a visualização, podemos reescrever "a vida é como uma dor, avidez e privação." ;
3ª) o texto se constrói em torno da palavra-chave "felicidade", repetida no decorrer da superfície textual, conforme podemos perceber nos trechos:
"A mais ínfima felicidade (...)"
"Tanto na menor como na maior felicidade, porém, há sempre algo que faz que a felicidade seja uma felicidade"
"durante todo o tempo que dura a felicidade"
"não saberá jamais o que é a felicidade"
Gabarito: Certo.
13. No segundo período do texto, o trecho introduzido pelos dois pontos apresenta uma explicação do que o autor entende por "maior felicidade" (linha 6).
Comentário: Com efeito, o trecho introduzido pelos dois pontos apresenta uma explicação. Entretanto, segundo o texto, a explicação refere-se a "algo que faz que a felicidade seja uma felicidade".
Gabarito: Errado.
14. O autor estabelece em seu texto uma oposição entre história e felicidade.
Comentário: O autor do texto faz um contraste entre história e felicidade: "Aquele que não sabe instalar-se no limiar do instante, esquecendo todo o passado, aquele que não sabe, como uma deusa da vitória, colocar-se de pé uma vez sequer, sem medo e sem vertigem, este não saberá jamais o que é a felicidade". Ainda em conformidade com o texto, "(...) é absolutamente impossível ser feliz sem esquecimento".
Gabarito: Certo.
Gabarito: Certo.
13. No segundo período do texto, o trecho introduzido pelos dois pontos apresenta uma explicação do que o autor entende por "maior felicidade" (linha 6).
Comentário: Com efeito, o trecho introduzido pelos dois pontos apresenta uma explicação. Entretanto, segundo o texto, a explicação refere-se a "algo que faz que a felicidade seja uma felicidade".
Gabarito: Errado.
14. O autor estabelece em seu texto uma oposição entre história e felicidade.
Comentário: O autor do texto faz um contraste entre história e felicidade: "Aquele que não sabe instalar-se no limiar do instante, esquecendo todo o passado, aquele que não sabe, como uma deusa da vitória, colocar-se de pé uma vez sequer, sem medo e sem vertigem, este não saberá jamais o que é a felicidade". Ainda em conformidade com o texto, "(...) é absolutamente impossível ser feliz sem esquecimento".
Gabarito: Certo.
Os mesmos comentários encontram-se no blog PORTUGUÊS E REDAÇÃO PARA CONCURSOS.
Forte abraço!
Prof. Fabiano Sales.
fabianosales@euvoupassar.com.br
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